24/05/2017

[Report] The Ladies Voices Tribute II @ RCA Club

No passado sábado, 20 de maio, o rock/metal vestiu-se em grande estilo, variou nos instrumentos e nas tonalidades, e fez-se acompanhar pela voz das lindíssimas Filipa Mota, Rute Fevereiro, Sandra Oliveira e Sofia Silva.  

Foi mais um The Ladies Voices Tribute, o segundo promovido pela Notredame Productions, que reuniu no RCA Club, em Alvalade, fãs dos Hyubris, Enchantya, Blame Zeus e Secret Symmetry, para uma noite diferente, dominada pelo encanto feminino.



Os Secret Symmetry são o exemplo de como, aos poucos, se vai conseguindo fazer grandes mudanças, conservando a essência que lhes serve de base. Aí está a vocalista Sofia Silva a interpretar temas novos e a emprestar jovialidade e beleza à banda de rock/metal lisboeta que se encontra bem lançada na sua nova fase de criação. O público, ainda a compor-se, recebeu-os muito bem.




Seguiram-se os Blame Zeus, banda que acompanhamos de perto há já algum tempo.

A verdadeira mulher do norte, Sandra Oliveira, continua a propagar boa energia e a banda de Vila Nova de Gaia prossegue na promoção do último trabalho, Theory of Perception, lançado em março deste ano.

 

Notámos que os temas são bem conhecidos do público, que acompanhou os refrões e reagiu sempre positivamente às interpelações da vocalista. Aliás, trata-se de um álbum carregado de boas melodias, algumas delas em excelentes baladas, sem nunca perder de vista o peso do rock que as alimenta.

 

Apenas The Apprentice e Accept foram os temas apresentados do álbum Identity, e também eles, conquistaram o público. 

Os Enchantya subiram ao palco com a motivação e otimismo de quem virou uma página importante da sua história e não desistiu de continuar a escrevê-la. Aliás, já tivemos direito aos novos capítulos: temas novos, que conservam a essência da banda de metal gótico na sua origem, temperada com o sangue rejuvenescido que corre na recente formação.

Poet’s tears, Since you lied e From the Ashes exploram ao máximo as potencialidades da vocalista Rute Fevereiro, ela que se apresentou com toda a vivacidade que já a caracterizava e mais ainda agora, que traz consigo, também, a persistência da única sobrevivente da formação anterior.


Os temas novos foram muito aplaudidos e sentiu-se que o público deixou-se contagiar pela força que deles emanou. A participação do violinista Gonçalo Fernandes em Since you Lied também foi apreciada e ficou-nos na memória o início do tema, no qual se destacaram o violino e a voz.

Para além dos novos temas, destacamos a interpretação do já bem conhecido Dark Rising, que continua a ser fortíssimo, a marcar o final do concerto. Ficámos ainda com a agradável promessa de álbum novo para breve.
 

Renascidos após uma longa pausa nos concertos, os Hyubris surgiram a irradiar felicidade por estarem de regresso aos palcos e fizeram da sua atuação uma verdadeira celebração. Só o sorriso da vocalista era motivo mais que suficiente para partilharmos com a banda o ambiente de festa e a satisfação que era visível em todos os elementos.
Vestida com um padrão de asas de borboleta e de flauta sempre pronta, Filipa Mota cantou, dançou, encantou, e transportou o público para o ambiente de raízes folk, sobrevoando os dois álbuns que compõem a discografia de longa duração dos Hyubris e brindando-nos com Avalon, um tema novo, com um refrão que adorámos.

Como momentos de destaque, temos vários: Jerónimo, a solo, na gaita de foles, com o público a acompanhar com palmas; a interpretação magnífica de A canção de embalar (Hyubris, 2005); a entrada em cena da guitarra portuguesa, em A mulher do rio (Hyubris, 2005); e a interpretação de Orpheu, um dos temas que preferimos do álbum Forja, de 2009, entre outros.

 

Transportados para um ambiente festivo e encantados pela lindíssima voz de Filipa Mota, todos (inclusive a banda) nos esquecemos das horas. E foi precisamente a vocalista quem alertou para o tempo que passou tão rapidamente, para além do estipulado, e anunciou o último tema. Com A minha morte (Forja, 2009), os Hyubris terminaram o concerto, perante um público maravilhado pela conjugação perfeita de todos os elementos, depois de ter estado sempre a acompanhar os temas, com palmas ou cantando.

 

Terminou assim mais um Ladies Voices Tribute, em ambiente muito simpático, que nos fez sair do RCA Club de sorriso no rosto. É verdade que não vimos casa cheia, mas também sabemos que este é um evento para um público mais selecionado, que sabe ao que vai, e que, em grande parte, conhece estas bandas nas várias fases dos seus percursos.

Aproveitamos para felicitar a Notredame Productions por continuar a promover eventos deste género e esperamos já pelo terceiro.

Texto: Sónia Sanches
Fotos: Hugo Rebelo Fine Art Photography 
Vídeos: Nuno Santos e Secret Symmetry
Agradecimentos: Notredame Productions

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